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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TROPA DE ELITE 2 - Quem será o inimigo?!

Tropa de Elite 2. Um filme fantástico, sensacional! Que mal estreou e já bateu o recorde de bilheteria com mais de 10,7 milhões de espectadores. O filme dono da marca era até então "Se Eu Fosse Você 2", com 6,1 milhões de espectadores.

O filme segue a mesma linha de seu antecessor, Tropa de Elite (2008), onde o protagonista Capitão Nascimento (Wagner Moura) luta contra a corrupção e a violência nas favelas do Rio de Janeiro. Com um poder de crítica maior, o Tropa de Elite 2 vai além e questiona questões como drogas, milícia, mídia, polícia e política. Segundo o genial diretor do filme José Padilha, o longa metragem é fiel a realidade, mas os temas abordados são piores na vida real.

O filme é muito bom. Os efeitos especiais, a atuação, a direção e roteiro. Fatores que fazem de Tropa de Elite 2 o melhor filme brasileiro já gravado. Histórias de policiais, a guerra urbana e muito mais.

Desde o início você fica vidrado na tela. Herdando uma característica do primeiro filme, o Tropa 2 não começa pelo início, mas sim com uma cena que será explicada ao decorrer do filme. Nesta cena o narrador e protagonista Nascimento sai de um hospital, e tem seu carro metralhado por inimigos. O filme explica e desenrola os fatos que desencadearam na cena inicial/final.

Como o subtítulo do filme diz, “O inimigo agora é outro”. E engana-se quem pensa que o grande vilão é Rocha, policial, corrupto de primeira linha, ou também o já conhecido covarde Coronel Fábio, que pediu para sair das seletivas para o BOPE no Tropa de Elite 1. O inimigo é algo maior, algo que nem o Coronel Nascimento pode derrotar sozinho. Sendo essa a mais pesada critica do filme. Sem direcionar o rifle para um grupo específico de pessoas, José Padilha jogou na cara de toda a sociedade o quanto podemos ser vítimas. Mas também o quanto somos culpados, coniventes e manipulados por um sistema político altamente falho e podre. 

Egoísmo, incompetência, falta de caráter. Isso não caracteriza a Policia Militar, os políticos ou a imprensa. Isso, de forma geral, é o retrato de uma sociedade que só se une em época de Copa do Mundo. Nem quando o próprio futuro está em jogo somos unidos. É o retrato de uma sociedade retrograda. É o retrato de um país chamado Brasil.

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